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Ogum
dia da semana
quinta-feira (para alguns, terça-feira)
cores
no Candomblé, anil; na Umbanda, vermelho e branco
símbolos
ferramentas: facão, machadinha, pá, enxada, picareta,
serrote, martelo etc.
elemento
terra
plantas
espada de Ogum, guiné, caruru, beldroega
animais
cavalo
metal
ferro trabalhado
comida
adalu, feijão assado, angu com miúdos, vatapá, guisado
de carne, farofa, inhame.
bebida
cerveja clara
sincretismo
São Jorge ( 23.4 ) ou São Sebastião ( 20.1 )
domínio
a reta dos caminhos, as lutas, o trabalho.
o que faz
dá força para vencer demandas e habilidade para lidar
com ferro.
quem é
o aventureiro desbravador e conquistador. Padroeiro dos
militares e artesãos.
características
corajoso e aventureiro, explosivo mas de coração grande,
sem sofisticação.
quizília
lugares fechados, quiabo
saudação
Patakori!
onde recebe oferendas
nos caminhos e estradas de ferro; no centro das encruzilhadas.
riscos de saúde
hipertensão, problemas nos braços, nevralgias.
presentes prediletos
flores vermelhas, velas, charutos, suas comidas e bebidas.
observação
originalmente, a festa de Ogum era a da colheita do inhame.
Ele é um Orixá da agricultura.
lendas:
(1)
Ogum foi o segundo filho de Iemanjá e era muito ligado
ao irmão mais velho, Exu. Os dois eram muito aventureiros
e brincalhões, estavam sempre fazendo estrepolias juntos.
Quando Exu foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou
muito zangado e resolveu acompanhar o irmão. Foi atrás
dele e por muito tempo os dois correram mundo juntos.
Exu, o mais esperto, resolvia para onde iriam; e Ogum,
o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades
do caminho. É por isso que Ogum sempre surge no culto
logo depois de Exu, pois honrar seu irmão preferido é
a melhor forma de agradá-lo; e enquanto Exu é o dono das
encruzilhadas, Ogum governa a reta dos caminhos.
(2)
quando Ogum conquistou o reino de Irê, deu o trono para
o filho e partiu em busca de novas batalhas. Anos depois,
ele voltou ; mas chegou no dia de uma festa religiosa
em que todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis
beber, mas o vinho havia sido todo usado no ritual religioso;
pediu comida e ninguém lhe respondeu, por causa da proibição
religiosa. Pensando que o desprezavam, Ogum puxou a espada
e matou todo mundo. Quando terminou a cerimônia religiosa,
o filho veio ao encontro de Ogum, prestou-lhe todas as
homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Quando lhe explicaram
o que ocorrera, Ogum ficou horrorizado com seu crime.
Cravou a espada no chão e fez com que se abrisse um grande
buraco por onde se afundou, tornando-se desde então um
Orixá.
(3)
Depois que Exu foi expulso de casa pelos pais, ficou decidido
que Ogum, o segundo filho, seria o sucessor do pai no
governo. Entretanto, Ogum não gostava desse tipo de atividade.
Seu prazer estava nas aventuras. Quando substituiu o pai
durante uma viagem deste, Ogum deixou de lado as funções
de governante, dedicando-se a passeios e confusões com
os amigos. Estava sempre se metendo com as namoradas alheias
e arrumando brigas. Para mantê-lo sossegado, então, o
pai lhe deu o comando do exército e a missão de responder
às agressões ao reino e de conquistar novos territórios.
Nessas atividades, ele foi muito bem sucedido.
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